
A INOVAÇÃO COMO MOTOR PARA A SUSTENTABILIDADE NA MINERAÇÃO: O CONTRIBUTO DO ODS 9
30 de junho de 2025INNOVATION AS AN ENGINE FOR SUSTAINABILITY IN MINING: THE CONTRIBUTION OF SDG 9
Artigo submetido em 11 de junho de 2025
Artigo aprovado em 16 de junho de 2025
Artigo publicado em 30 de junho de 2025
Scientia et Ratio Volume 5 – Número 8 – Junho de 2025 ISSN 2525-8532 |
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Autor: Thais Lino dos Santos[1] |
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Resumo: Este artigo examina como a inovação tecnológica pode ser um motor essencial para a sustentabilidade no setor de mineração, com ênfase no ODS 9 da Agenda 2030. O ODS 9 busca promover a construção de infraestrutura resiliente, a promoção de industrialização sustentável e a inovação. A pesquisa discute as estratégias que as empresas mineradoras podem adotar para integrar práticas inovadoras e sustentáveis, destacando como a modernização das infraestruturas e a adoção de novas tecnologias podem mitigar os impactos ambientais e melhorar a eficiência operacional. O estudo ainda explora os desafios e oportunidades para a mineração alcançar os objetivos estabelecidos pelo ODS 9.
Palavras-chave: Inovação, Sustentabilidade, Mineração, ODS 9, Infraestrutura.
Abstract: This paper examines how technological innovation can serve as a key driver of sustainability in the mining sector, focusing on SDG 9 of the 2030 Agenda. SDG 9 aims to promote resilient infrastructure, sustainable industrialization, and innovation. The research discusses strategies that mining companies can adopt to integrate innovative and sustainable practices, highlighting how modernizing infrastructure and adopting new technologies can mitigate environmental impacts and enhance operational efficiency. The study also explores the challenges and opportunities for the mining sector to meet the objectives set by SDG 9.
Keywords: Innovation, Sustainability, Mining, SDG 9, Infrastructure.
INTRODUÇÃO
A mineração, como setor vital para o desenvolvimento econômico global, tem enfrentado crescente pressão para adaptar suas práticas a um modelo mais sustentável, capaz de reduzir os impactos ambientais e sociais decorrentes de suas atividades. A Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), oferece um caminho para essa transformação. Dentre esses objetivos, o ODS 9, que visa promover a industrialização sustentável, a inovação e a construção de infraestrutura resiliente, se destaca como um eixo essencial para a modernização do setor mineral. A adoção de tecnologias inovadoras no setor de mineração, alinhadas aos princípios do ODS 9, não apenas promove a sustentabilidade ambiental, mas também melhora a eficiência operacional e contribui para o crescimento econômico de longo prazo.
Este artigo busca explorar a importância da inovação tecnológica no setor de mineração como um motor para a sustentabilidade, destacando o papel do ODS 9 na transformação das práticas mineradoras. Através da análise de tecnologias emergentes, como automação, digitalização e energias renováveis, este estudo visa identificar soluções inovadoras que possibilitam a redução dos impactos ambientais da mineração, ao mesmo tempo que potencializam sua eficiência e competitividade. A literatura recente aponta que, embora a mineração seja tradicionalmente associada a altos impactos ambientais, os avanços tecnológicos oferecem novas perspectivas para a mitigação desses efeitos, alinhando o setor aos objetivos globais de sustentabilidade.
A relevância deste artigo reside na contribuição para o avanço do conhecimento sobre as práticas inovadoras no setor de mineração, propondo soluções tecnológicas que favoreçam o desenvolvimento sustentável. Ao revisar e comparar os avanços tecnológicos e as práticas de sustentabilidade adotadas globalmente, o artigo oferece insights valiosos para a integração dos ODS nas operações mineradoras, com foco específico no ODS 9, que tem se mostrado crucial para a reconfiguração do setor mineral em direção a um futuro mais sustentável.
CAPÍTULO 1: A MINERAÇÃO E OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)
A mineração é uma indústria fundamental para a economia global, com uma grande variedade de recursos minerais sendo extraídos para abastecer setores-chave, como construção, energia, tecnologia e manufatura. Contudo, o setor mineral tem enfrentado crescentes desafios ambientais e sociais, o que tem levado a um debate contínuo sobre a necessidade de práticas mais sustentáveis. A mineração tem sido historicamente associada a impactos negativos significativos, como a degradação ambiental, a poluição da água e do solo, e impactos nas comunidades locais, o que exige uma adaptação às novas exigências globais de sustentabilidade.
Em 2015, a Assembleia Geral das Nações Unidas lançou a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com o intuito de enfrentar esses desafios globais e promover um desenvolvimento mais equilibrado e inclusivo. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) têm como objetivo erradicar a pobreza, proteger o meio ambiente e garantir uma vida digna para todos. A mineração, devido aos seus impactos profundos e complexos, não pode ser negligenciada nesse esforço global. A agenda de sustentabilidade propõe uma transformação do setor mineral, que deve incorporar práticas mais responsáveis e inovadoras, alinhadas aos princípios dos ODS. Nesse contexto, o ODS 9, que trata da promoção da industrialização sustentável, inovação
e infraestrutura resiliente, ganha especial relevância para o setor.
1. Introdução aos ODS e sua Relevância para o Setor Mineral
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados em 2015, constituem uma visão integrada e universal para o desenvolvimento global. Dentre esses objetivos, o ODS 9 – “Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização sustentável e fomentar a inovação” – é particularmente importante para o setor mineral. Esse objetivo visa não apenas promover o crescimento econômico por meio da industrialização, mas também garantir que esse crescimento seja sustentável, inovador e responsável, alinhado com as metas globais de sustentabilidade (Nações Unidas, 2015).
No contexto da mineração, o ODS 9 implica uma transformação profunda, no sentido de adotar tecnologias inovadoras que minimizem os impactos ambientais e sociais das operações mineradoras. A adoção de novas tecnologias, como automação, energias renováveis, digitalização e práticas de gestão ambiental, pode tornar as atividades mineradoras mais eficientes, menos poluentes e mais compatíveis com os princípios da sustentabilidade. A inovação tecnológica no setor é, portanto, um motor fundamental para a concretização dos objetivos de sustentabilidade, alinhando-se ao ODS 9, que enfatiza a importância da inovação e da criação de infraestrutura resiliente.
Além disso, o ODS 9 destaca a necessidade de construir infraestruturas resilientes, ou seja, capazes de suportar mudanças climáticas, desastres naturais e outros fatores de risco. Para o setor mineral, isso envolve a implementação de práticas de gestão de risco ambiental e social, bem como o desenvolvimento de infraestruturas adaptativas que minimizem os impactos das atividades mineradoras sobre o ecossistema e as comunidades.
A relevância do ODS 9 para o setor mineral é clara: ele não apenas define um caminho para a sustentabilidade, mas também oferece uma oportunidade para a inovação, criando uma nova agenda de práticas empresariais mais responsáveis, eficientes e socialmente inclusivas. A mineração pode, assim, se tornar um pilar importante para o cumprimento da Agenda 2030, desde que se comprometa com a sustentabilidade e a inovação tecnológica (Barton et al., 2020).
1.2. O ODS 9: Inovação, Infraestrutura e Industrialização Sustentável
O ODS 9 promove a inovação e a construção de infraestrutura resiliente como elementos essenciais para o desenvolvimento sustentável. No setor mineral, a inovação tecnológica desempenha um papel crucial, já que a mineração moderna precisa ser mais eficiente e menos danosa ao meio ambiente (Santos & Ribeiro, 2019). O ODS 9 também busca a industrialização sustentável, uma meta particularmente desafiadora para a mineração, que deve adotar práticas que minimizem o impacto ambiental e social (Smith, 2021). A inovação, como o uso de tecnologias mais limpas e energias renováveis, é central nesse processo de transformação.
A infraestrutura sustentável, no setor minerador, envolve a construção de instalações e sistemas que não apenas atendem às demandas da produção, mas também minimizam os impactos ambientais, como a poluição da água e do ar (Johnson et al., 2018). A implementação de novas tecnologias para extração e processamento de minerais, que considerem as questões ambientais, são essenciais para a realização do ODS 9.
1.3. Desafios e Oportunidades para o Setor Mineral no Cumprimento do ODS 9
A transição para práticas mais sustentáveis na mineração enfrenta desafios substanciais, como a resistência à mudança por parte das grandes operações mineradoras e a falta de incentivos econômicos adequados (Meyer, 2020). No entanto, a implementação do ODS 9 apresenta grandes oportunidades para o setor, como o aumento da competitividade por meio de inovações que reduzem custos operacionais e melhoram a imagem corporativa das mineradoras (Gomes & Ferreira, 2021).
Além disso, a adoção de tecnologias mais eficientes pode gerar economias significativas em energia e insumos, além de reduzir o impacto ambiental das operações. Tecnologias como a automação e o uso de energias renováveis são uma aposta importante para empresas que buscam atingir os objetivos do ODS 9 (Zhou et al., 2022).
1.4. A Contribuição da Mineração para o Desenvolvimento Sustentável Global
A mineração sustentável não só contribui para a preservação ambiental, mas também pode gerar benefícios econômicos e sociais significativos, como a criação de empregos e o desenvolvimento de comunidades locais. Ao adotar práticas mais ecológicas e eficientes, as mineradoras podem contribuir diretamente para os ODS e, ao mesmo tempo, melhorar a competitividade de suas operações no mercado global (Hughes, 2020).
A mineração é fundamental para a indústria de materiais críticos, como os usados em tecnologias verdes (baterias para veículos elétricos e sistemas de energia renovável), tornando a mineração sustentável uma prioridade global (Zhang & Tan, 2021).
2. Inovação Tecnológica no Setor Mineral para a Sustentabilidade
A inovação tecnológica tem desempenhado um papel transformador em diversos setores, e a mineração não é uma exceção. Tradicionalmente caracterizada por processos de extração intensivos em recursos e com grandes impactos ambientais, a indústria mineral está cada vez mais se voltando para soluções inovadoras como forma de garantir a sustentabilidade e minimizar os danos causados por suas atividades. As tecnologias emergentes, aliadas a práticas sustentáveis, estão moldando o futuro da mineração e oferecendo soluções para muitos dos desafios enfrentados pelo setor. Nesse contexto, a inovação não se restringe apenas à criação de novas tecnologias, mas também à melhoria contínua das práticas e processos existentes.
A transição para uma mineração mais sustentável exige que as empresas mineradoras adotem tecnologias capazes de aumentar a eficiência, reduzir o consumo de recursos naturais e diminuir os impactos ambientais. Além disso, as inovações tecnológicas também contribuem para a melhoria das condições de trabalho e para o fortalecimento da governança, aspectos fundamentais para que o setor se alinhe aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e, em particular, ao ODS 9, que promove a industrialização sustentável e a inovação (Nações Unidas, 2015).
2.1. Definição de Inovação e Sustentabilidade no Contexto Minerador
No contexto da mineração, a inovação pode ser definida como a introdução de novas ideias, processos, produtos ou tecnologias que visam melhorar as operações mineradoras, aumentando a sua eficiência e reduzindo seus impactos ambientais e sociais. A inovação tecnológica no setor mineral não se limita apenas ao desenvolvimento de novas ferramentas, mas envolve a implementação de sistemas e processos que permitem uma extração de recursos mais limpa, eficiente e segura. Tecnologias como automação, monitoramento remoto, inteligência artificial e uso de energias renováveis estão entre as inovações que têm o potencial de transformar o setor, tornando-o mais sustentável (Barton et al., 2020).
A sustentabilidade, por sua vez, no contexto da mineração, está relacionada à capacidade de a indústria operar de forma a minimizar seus impactos ambientais, sociais e econômicos ao longo do tempo. Isso inclui práticas que busquem não apenas a preservação ambiental, mas também a promoção de justiça social, o respeito aos direitos humanos das comunidades afetadas e a viabilidade econômica a longo prazo. No setor mineral, a sustentabilidade não significa apenas a redução da pegada ecológica, mas também a criação de valor social e econômico para as partes interessadas, como as comunidades locais e os trabalhadores da indústria.
As inovações tecnológicas que promovem a sustentabilidade no setor de mineração podem ser vistas em várias áreas, como na redução do consumo de água e energia, na gestão de resíduos e na prevenção da poluição. O uso de energias renováveis, como a solar e a eólica, em operações mineradoras, por exemplo, tem se mostrado uma alternativa viável para reduzir a dependência de fontes de energia não-renováveis e diminuir a emissão de gases de efeito estufa (Nações Unidas, 2015). Além disso, a automação e a digitalização têm permitido uma extração mais precisa e eficiente, o que reduz o desperdício de recursos e diminui os impactos ambientais.
A implementação de soluções inovadoras no setor mineral não é apenas uma necessidade ambiental, mas também uma estratégia de competitividade. Empresas que adotam práticas sustentáveis estão melhor posicionadas para atender às demandas de um mercado global cada vez mais consciente da importância da responsabilidade social e ambiental. Nesse cenário, a inovação tecnológica emerge como uma ferramenta essencial para garantir que o setor mineral contribua para o desenvolvimento sustentável, alinhando-se aos ODS e promovendo um futuro mais verde e justo para as próximas gerações.
2.2. Tecnologias Emergentes na Mineração: Soluções para um Futuro Sustentável
Tecnologias emergentes, como a automação, inteligência artificial (IA) e o uso de drones, têm revolucionado o setor minerador. Essas inovações não só melhoram a eficiência operacional, mas também ajudam a reduzir os impactos ambientais, por exemplo, na detecção precoce de falhas ou na otimização do uso de recursos (Foster et al., 2021). Além disso, a mineração automatizada também permite que atividades de risco sejam realizadas de forma remota, aumentando a segurança dos trabalhadores (Rodrigues & Souza, 2022).
2.3. Adoção de Energias Renováveis e Eficiência Energética nas Operações Mineradoras
O uso de fontes de energia renovável, como solar e eólica, tem sido adotado em várias mineradoras para reduzir as emissões de CO2 e os custos com energia elétrica (Costa et al., 2021). As energias renováveis não só diminuem o impacto ambiental das operações, mas também se alinham com os objetivos do ODS 9 de promover infraestruturas mais sustentáveis. Além disso, a adoção de tecnologias de eficiência energética contribui para a redução do consumo de energia nas operações de mineração, melhorando sua competitividade (Li et al., 2021).
2.4. Automação e Digitalização: Impactos na Sustentabilidade e Eficiência do Setor
A digitalização e automação dos processos mineradores têm transformado a indústria ao permitir um maior controle e monitoramento das operações. A implementação de sistemas inteligentes ajuda a otimizar o uso de materiais e energia, além de melhorar a segurança e a eficiência dos processos (Kumar & Desai, 2020). Com o uso dessas tecnologias, as mineradoras podem operar de maneira mais eficiente, reduzindo custos e impactos ambientais.
3. INFRAESTRUTURA RESILIENTE E SUSTENTÁVEL NO SETOR MINERAL
A infraestrutura no setor mineral desempenha um papel crucial no desenvolvimento e na operação das atividades mineradoras, sendo responsável pela viabilização da extração, transporte e processamento dos recursos naturais. No entanto, a construção e operação de infraestruturas no setor têm sido historicamente associadas a impactos ambientais negativos, como a degradação do solo, a contaminação da água e a emissão de gases poluentes. Diante desses desafios, a construção de infraestruturas resilientes e sustentáveis emerge como uma necessidade para minimizar os impactos negativos da mineração e contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), particularmente o ODS 9, que promove a industrialização sustentável e a inovação (Nações Unidas, 2015).
A infraestrutura sustentável no setor mineral não se limita apenas à redução dos impactos ambientais, mas também busca criar sistemas que sejam economicamente viáveis, socialmente responsáveis e capazes de resistir às mudanças climáticas e outros desafios globais. Nesse contexto, a inovação e o uso de novas tecnologias têm o potencial de transformar a maneira como as infraestruturas são planejadas, construídas e operadas no setor, garantindo que elas atendam a critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo.
3.1. O Papel da Infraestrutura Sustentável na Mineração
Infraestruturas sustentáveis na mineração garantem que as operações atendam às exigências da produção, enquanto minimizam os danos ambientais. A construção de instalações e sistemas que consideram os impactos ambientais e sociais é fundamental para a realização dos ODS no setor de mineração (Lopes & Almeida, 2020). A infraestrutura sustentável pode incluir desde a escolha de materiais de baixo impacto até a implementação de sistemas de gestão eficiente de água e resíduos.
3.2. Construção de Infraestruturas Resilientes: Tecnologias e Boas Práticas
Construir infraestruturas resilientes no setor de mineração envolve a utilização de novas tecnologias e práticas que garantem a durabilidade das operações diante de desafios como mudanças climáticas e desastres naturais (Oliveira et al., 2021). Essas infraestruturas devem ser capazes de resistir a eventos extremos, como secas prolongadas ou chuvas intensas, e permitir que as operações mineradoras se mantenham estáveis e seguras (Goh & Tan, 2020).
3.3. Gestão de Resíduos e Minimização de Impactos Ambientais
A gestão de resíduos é uma questão central na mineração, pois o setor gera grandes volumes de resíduos, incluindo rejeitos de mineração, que podem ter sérios impactos ambientais. A implementação de tecnologias de reciclagem e reutilização de resíduos, bem como práticas de gestão de resíduos mais eficientes, pode reduzir significativamente os impactos ambientais (Gustavsson & Johansson, 2020). Além disso, a minimização de impactos ambientais também envolve o uso de tecnologias para monitoramento e prevenção de danos.
3.4. Parcerias Público-Privadas e o Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável
As parcerias público-privadas (PPP) têm se mostrado eficazes no desenvolvimento de infraestrutura sustentável no setor de mineração. Essas parcerias permitem que o setor público e privado combinem recursos e expertise para enfrentar desafios financeiros e técnicos associados à implementação de soluções inovadoras e sustentáveis (Freitas & Lima, 2021). As PPPs são essenciais para viabilizar grandes projetos de infraestrutura, que podem transformar a mineração, tornando-a mais verde e inclusiva.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo abordou a interseção entre a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a infraestrutura resiliente no setor mineral, com foco na aplicação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), particularmente o ODS 9, no contexto da mineração. A mineração, sendo uma indústria essencial para a economia global, enfrenta desafios consideráveis relacionados aos seus impactos ambientais e sociais, que demandam uma transformação profunda nas práticas do setor.
A partir das discussões apresentadas ao longo do artigo, ficou claro que o setor mineral tem um papel crucial na construção de um futuro sustentável. A inovação tecnológica emerge como uma força propulsora para essa transformação, oferecendo soluções que não apenas aumentam a eficiência das operações mineradoras, mas também minimizam os impactos ambientais e sociais. Tecnologias como a automação, a digitalização e o uso de energias renováveis são exemplos claros de como o setor pode se alinhar aos princípios do ODS 9, promovendo a industrialização sustentável e a construção de infraestruturas resilientes.
Além disso, a construção de infraestruturas resilientes no setor de mineração foi destacada como uma necessidade imperiosa para garantir que as operações mineradoras sejam sustentáveis, especialmente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e desastres naturais. A adoção de boas práticas, como a gestão eficiente de resíduos e a implementação de tecnologias de monitoramento ambiental, também se mostrou fundamental para reduzir os danos ao meio ambiente e melhorar a competitividade do setor.
As parcerias público-privadas (PPPs) surgem como uma estratégia eficaz para viabilizar projetos de infraestrutura sustentável na mineração, combinando recursos financeiros e expertise técnica tanto do setor público quanto privado. Essas parcerias são essenciais para superar as barreiras econômicas e permitir que o setor mineral adote soluções mais verdes e socialmente responsáveis.
Por fim, as inovações tecnológicas, aliadas a uma gestão ambiental e social mais eficiente, permitem que a mineração se transforme em um setor que não apenas contribui para o crescimento econômico global, mas também para o desenvolvimento sustentável. A transição para práticas mais responsáveis no setor mineral é possível e, de fato, essencial para a construção de um futuro mais verde e justo, conforme os desafios e as oportunidades apresentadas pelos ODS. A implementação do ODS 9 no setor mineral é, portanto, uma oportunidade para inovar, gerar valor social e ambiental, e, ao mesmo tempo, fortalecer a competitividade da indústria no cenário global.
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[1] Doutoranda em Ciências Jurídicas pela Pontificia Universidad Catolica Argentina Santa Maria de Los Buenos Aires. Mestre em Direito Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). Graduada em Direito pelo Centro Universitário de João Pessoa (Unipê). Graduanda em Relações Internacionais pelo Centro Universitário de João Pessoa (Unipê). Pós-graduanda em Comério Exterior e Relações Internacionais pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). Especialista em Direito e Processo Contemporâneo pelo Centro de Ensino Jurídico Susana Araujo, em Direito Ambiental e Minerário pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), em Direito Internacional e Direitos Humanos pela Universidade Castelo Branco, em Prática Judicante pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Direito Penal, Processo Penal e Perícias Criminais pelo Centro Universitário UNIESP, em Processo Civil pela Universidade Estácio de Sá. Apresenta residência Judicial pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (ESMA) da primeira turma no ano de 2018, atuante na Comarca de Bayeux na Vara de Família e Sucessões com o Dr. Euler Paulo de Moura Jansen (preceptor) em 7 lugar. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). Apresenta ampla participação em cursos de curta duração e extensão universitária, como por exemplo, o curso de Extensão Universitária de Marketing Jurídico e Gestão Jurídica, o Curso Prático de Mediação e Arbitragem, que a habilita a exercer a função de Mediadora Extrajudicial, a extensão universitária em Direito Eleitoral pela EBRADI. Possui certificação de Social Media e Formação Internacional Professional Life Coaching exercendo a profissão de Líder Coach de Alta Perfomance. Atuou como estagiária da 7 Vara Federal do TRF5 na Capital João Pessoa no ano de 2012 a 2014, bem como, concluiu também o estágio no Escritório de Prática da Unipê no ano de 2012 a 2014. Atuou como Conciliadora e Mediadora Judicial pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ, nos CEJUSC da comarca de: Alagoa Nova, Bayeux, Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Mamanguape, Santa Rita, João Pessoa, Jacaraú, Solânea, Bananeiras, Campina Grande, Piancó e CEJUS Fazendário. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Processual, atuando principalmente nos seguintes temas: sentença criminal, direito processual penal e civil, Poder Judiciário, atividade judicial e judiciária. Foi premiada no Encontro Nacional dos Juízes de Família ao participar do concurso de interpretação sociojurídica da Logomarca do Encontro Nacional dos magistrados, ganhando em 3 lugar.